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Blog Arabia

18 novA saga do misk – parte 3: sobremesa de figo seco e malabie

Este é o último post da nossa saga e, conforme prometido, vou falar um pouco sobre os pratos servidos no Arábia que utilizam o misk em sua composição.

 

Por enquanto, usamos o misk aqui apenas para as sobremesas, apesar dele cair bem em pratos salgados. Os doces são quatro: malabie, doce de abóbora, doce de figo seco e sorvete de misk.

 

Vou deixar aqui a receita do malabie e do nosso doce de figo seco.

 

Malabie


(serve de 6 a 8 pessoas)


1L  de leite A

5 colheres de sopa de maizena

4 colheres de sopa de açucar – 140g

1 colher de sopa de água de flor de laranjeira

1 colher de chá de misk socado

Preparo: Misture a maizena, o leite e o açúcar. Leve ao fogo brando e mexa sem parar, até engrossar. Retire do fogo e misture com o misk e água de flor de laranjeira. Coloque em pequenas taças e leve à geladeira.

Sirva com calda de damasco.

 

Calda de damasco


250g de damasco seco

2L de água

1 xícara de açúcar

 

Preparo: Lave os damascos e deixe-os de molho por, aproximadamente, 8 horas. Coloque o damasco com água em uma panela e leve ao fogo. Junte o açúcar e deixe cozinhar, mexendo de vez em quando, por aproximadamente 30 minutos, até os damascos ficarem macios. Retire, deixe esfriar e reserve.

 

 

Doce de figos secos

 

1kg de figos secos

1 xícara de açúcar

2 xícaras de água

1 colher de sopa de suco de limão

1 xícara de nozes

1/2 xícara de gergelim previamente torrado

1 xícara de snoobar

1 colher de sopa de misk socado

2 colheres de sopa de água de flor de laranjeira

 

Preparo: Corte os figos pela metade, ou em quatro partes caso seja grande e lave-os bem. Em uma panela, dissolva o açúcar na água. Leve ao fogo e deixe até a fervura.

 

Retire a espuma que se formar na fervura, junte o suco de limão e os figos. Deixe cozinhar por aproximadamente 30 minutos, ou até que o doce fique com uma consistência firme.

 

Fique atento para mexer esporadicamente, evitando que grude no fundo.

 

Por fim, retire do fogo e adicione as nozes, o snoobar, o gergelim, o almíscar e a água de flor de laranjeira.

 

Qualquer dúvida é só comentar!

 

1 novA saga do misk – parte 2

No post anterior contamos um pouco da história do misk e  de suas propriedades. Nesta 2º parte da saga, vou contar uma novidade que teremos por aqui: quem quiser comprar misk, agora pode ir a uma de nossas lojas!


 

Isso mesmo! Venderemos estas caixinhas de misk (20g) nas unidades da Haddock Lobo, Praça Villaboim e Fiandeiras, pelo valor de R$ 22,00.

 

 

Aproveite e compre sempre que precisar!

 

No próximo post, vamos mostrar alguns pratos feitos com misk, para você ter algumas idéias!

27 outA saga do misk – parte 1

Essa saga será escrita em 3 posts. Este primeiro irá se dedicar à história do misk, seu processo produtivo e suas utilidades.

 

Como nem todas pessoas sabem o que é o misk, segue aqui uma breve explicação: ele é uma resina vegetal extraída de uma árvore bem específica, sobre a qual você saberá mais aqui.

 

HISTÓRIA


O misk é conhecido desde a antiguidade por suas propriedades terapêuticas, elogiadas inclusive por grandes médicos da época:

 

Ar-Razi: físico e filósofo persa que se considerava a contrapartida islâmica de Hipócrates. Ele elaborou uma mistura de argila e misk para preencher dentes cariados. Além disso, recomendou a mastigação do mesmo como um estimulante de apetite para as mulheres grávidas.

 

Abu Yusuf Ya’qub ibn ishaq al-Kindi: médico de Bagdá que previu uma fórmula para antidepressivo “que torna quem o bebe feliz”. Fortificava o estômago, adoçava a respiração e ajudava o fígado. Continha óleo de rosas, cravo, valeriana, canela, açafrão, cardamomo, avelãs e misk.

Durante o Império Romano, as damas com maiores posses utilizavam cremes de beleza e pastas de dente feitos de misk.

Ele era uma espécie de cura para todos os males.

 

PRODUÇÃO


Um dos fatos mais interessantes sobre o misk é a particularidade da árvore que lhe dá origem:  apesar dela ser encontrada em diversas partes do mundo (como Norte da África e América do Sul), a “lágrima” que é derramada a partir da incisão, advém apenas das árvores que crescem no sudeste da Ilha de Chios, visitada há pouco tempo pela Ailin Aleixo, do blog Gastrolândia e sobre a qual ela escreveu 2 ótimos posts.

 

 

A árvore possui nome científico Pistacia lentiscus – ela pode viver mais de um século e se torna produtiva após 5 anos de vida. A principal época de extração acontece entre Junho e Setembro.

 

O processo de obtenção do misk ocorre da seguinte forma (vale a pena ver este vídeo que mostra uma boa parte do processo):

1º. são feitas incisões no tronco e nos ramos da árvore (de baixo para cima);

2º. dentre 10 e 20 dias, a “lágrima” de miski começa a gotejar;

3º. a “lágrima” obtida é processada pelos produtores que lavam e  removem suas impurezas;

4º. o misk é enviado à associação local dos criadores das árvores, onde é limpo novamente e dividido em categorias;

5º. de acordo com a categoria escolhida, o misk é enviado a uma produção específica.

 

 

UTILIDADES


O misk pode ser utilizado em produtos cosméticos, em perfumaria, em remédios e no preparo de alimentos (para saber outros aspectos históricos do misk e uma ótima receita que o utiliza, visite o blog ThinkFood). Devido a suas inúmeras utilidades, 70% da produção anual é exportada.

 

O óleo essencial de miski pode ser utilizado em produtos cosméticos, pois ele possui um efeito antioxidante, anti-inflamatório e anti-idade, além de controlar a oleosidade da pele.

 

De todos esses usos, um dos mais interessantes é o fato do misk ser uma alternativa no tratamento de problemas gastrointestinais, principalmente no combate à bactéria Helicobacter pylori, uma das causadoras da úlcera gástrica. Muitos estudos já foram feitos e ele vem se consagrando como um tratamento diferenciado e efetivo.

 

 

Eu fiz neste post um apanhado de curiosidades e de dados interessantes sobre o misk. Caso tenha qualquer dúvida, basta perguntar!

 

No próximo post da saga, irei contar sobre uma novidade aqui do Arábia, não perca!